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ESTÃO FAZENDO E FALANDO POR AÍ

Comunicação sem Crise
Postado em: 23/02/2012 por Flávio Schmidt
ESTÃO FAZENDO E FALANDO POR AÍ

 
Porque se fala tanto em comunicação de crise no mercado e as empresas e os profissionais estão sempre esperando que ela aconteça?
  
Dezenas de técnicas de ação e treinamento foram criadas para aparelhar os executivos e deixá-los preparados para enfrentá-la, quando ela vier. Empresários, executivos e muitos profissionais, apesar de estarem treinados torcem para a crise não chegar.
  
Está bem, eu sei. O mercado é implacável e coloca as empresas em permanente exposição a crises corporativas, de todo tipo. Mas será que profissionais e empresas precisam ficar sempre esperando a crise chegar?
  
Você acha que as empresas podem dar-se ao luxo de enfrentar crises num mundo como o mercado atual, altamente competitivo e feroz? Você acha que sua empresa pode perder posições, marketshare e dinheiro por causa de crises indesejadas?
  
Não, as empresas não podem e não devem ficar sujeitas à crises. Elas precisam se preparar para assumir controle e impedir que elas aconteçam.
  
Você acredita nisso? Você acha que é possível criar mecanismos para evitar que as crises aconteçam e ser capaz de manter sua empresa em primeiro lugar, segura e tranquila?
  
Sim, é possível. Você só precisa conhecer o Programa de Antecipação e Prevenção de Crises.
  
Prevenção não quer dizer estar preparado para enfrentar a crise quando ela chegar. É estar preparado para praticar a antecipação e agir de forma eficaz tomando decisões corretas e imediatas para corrigir e eliminar a chance dela ocorrer.
  
Antecipar é uma demonstração de responsabilidade. Para isso você precisa posicionar a empresa frente aos problemas. Você precisa desenvolver uma cultura de Prevenção.
 
Saiba como participando das palestras e cursos preparados pela PróImagem.
 
Veja a programação no site da PróImagem.
 
Abraço
 


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Vou embora para Passargada
Postado em: 08/09/2009 por Flávio Schmidt
ESTÃO FAZENDO E FALANDO POR AÍ

Reflexões sobre o tempo, o corpo e a mente.

Este post tem a enorme responsabilidade de anunciar os efeitos do tempo e das mensagens empresariais no corpo e mente dos empregados das empresas no mercado. Tem também a missão de tentar demonstrar a responsabilidade do profissional de comunicação de tratar esse tema de maneira séria e orientada para resultados positivos dos negócios da empresa, mas também dirigida à qualidade de vida e de trabalho dos seus colaboradores.

O ritmo com que as coisas acontecem determina o tempo que você tem para viver e o nível de qualidade de vida que você está vivendo.

Como anda o tempo em sua vida?

Quais são os efeitos causados pelas mensagens empresariais que impactam de modos diferentes a mente e o corpo de profissionais de todas as empresas no mercado de trabalho. Segundo Simone Bambini, mestre em Comunicação e Semiótica, a comunicação interna tem função preponderante nesse sentido, podendo ter caráter positivo ou negativo, dependendo da natureza das mensagens que dissemina.

Esses assuntos são tão sérios, que as pessoas chegam ao absurdo de ignorar ou de fingir ignorar que esses fatos estão presentes em suas vidas. Não se importam ou não se dão conta de que são vítimas diárias desse fenômeno. Seguem em frente como se nada estivesse acontecendo e o mal vai minando as resistências, dominando e deteriorando o corpo.

Mais do que simplesmente efeito da vida moderna, do mundo agitado, o problema está no modo de fazer comunicação, cuja atividade pode ser considerada vítima desse processo.

Como a comunicação costuma seguir à risca os preceitos da vida moderna e ser submissa às imposições do mercado, ela se transforma num movimento de pressão na base do estímulo à motivação.

O profissional precisa estar atento a esses fatos e efeitos e tomar as decisões corretas orientando e indicando novas formas construtivas de fazer comunicação. A força da comunicação interna precisa ser compreendida e orientada com base nos princípios de Relações Públicas. Somente assim ela servirá para a construção do ambiente e da satisfação dos funcionários.

Reflita sobre tudo isso e tome uma decisão em favor da qualidade de vida no trabalho. Você vai descobrir que os objetivos empresariais serão mais fáceis de alcançar se a comunicação interna de sua empresa for orientada por princípios corretos de relacionamento humano e satisfação.

Quer entender melhor tudo isso? Então leia a entrevista de Simone Bambini e sua dissertação sobre a separação do corpo e mente e os efeitos que as mensagens empresariais causam no ambiente e nas pessoas que convivem nele. Leia também o artigo “O Tempo Faz Tudo, Exceto Você Pensar”.

Quer saber, eu entendi e aprendi. Acho que vou passar uns dias em Vancouver, só para relaxar. Lá terei tempo para pensar e ver a beleza do Stanley Park e o caminho do Aquabus para Granville Island.

Quando eu voltar te conto como foi.

Boa Leitura



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Prostração, a crise das palavras
Postado em: 25/08/2009 por Flávio Schmidt
ESTÃO FAZENDO E FALANDO POR AÍ

Outro dia, um grande amigo, daqueles que conta segredo sem pedir para guardar, me confidenciou que estava em crise da palavra, num estado profundo de prostração. Disse-me que não tinha nenhum problema, nem de saúde, nem de trabalho, nem de dinheiro, mas que estava sem palavras. Depois de navegar cinco, dez minutos, sem nenhuma inspiração, desliga o computador e vai fazer outra coisa. 

Pudera, diante de tantas crises sem nexo - econômica, suína, da desobrigação do diploma de jornalismo, do presidente da república com a Ministra Dilma e a ex-secretária da receita federal Lina Vieira, do presidente da república com o Senado, do Sarney, do Renan, do Collor, do Suplicy desabafando no plenário – também fiquei sem palavras.

Sem chances de falar de Relações Públicas nesse ambiente sem sentido. A não ser que fosse para imitar a prática do mercado e ficar elocubrando em torno da notícia que essas crises favorecem. Melhor ficar calado do que alimentar a imbecilidade.

Apesar desse período de trevas, muita coisa boa aconteceu. Pude pensar, fazer reflexões sobre o que esteve acontecendo. Estudar o cenário atual, o mercado e as reações das pessoas. Melhor que isso, não fui submisso ao tempo e nem aos efeitos dos acontecimentos da crise, que foram se sucedendo. Não me deixei ficar extasiado com esse clima, que não deixa ninguém pensar. Venci a ansiedade da agitação, permaneci na observação da realidade, para me aprofundar em tudo.

Percebi que nada mudou, que não perdi nada tão importante que mudasse o rumo de alguma coisa. Aprendi, com satisfação, que o melhor é a qualidade fora do centro do rodamoinho.

Descobri que há mais gente pensando assim. Descobri que existem profissionais que dedicam seu tempo na interpretação do efeito da agitação do tempo na vida das pessoas. Descobri uma profissional de Relações Públicas que estuda o efeito dos programas de motivação e incentivo no corpo e na mente de executivos, gerentes e colaboradores das empresas modernas. E o estrago não é pequeno.

Seu conceito é entender a inteligência do corpo de uma forma integrada, a partir da teoria do corpo-mídia, em que ele deixa de ser um meio para ser resultado do fluxo de trocas constantes, como o tempo, que a cada momento é de um jeito. E se o corpo, a mente e o tempo estão fora de sintonia, o desequilíbrio se instala.   

Você já parou para pensar nisso? Não dá tempo? Então você é um candidato potencial ao desequilíbrio.

Estou finalizando a entrevista de nossa colega e, nos próximos dias, publicarei seu estudo e experiência sobre o papel da comunicação no mundo do trabalho e os efeitos das mensagens de motivação e estímulo no corpo e na mente das pessoas.

Aguarde só mais um pouco. Relaxe, não se deixe levar pela ansiedade do tempo. Espere.



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O lado bom da crise
Postado em: 19/02/2009 por Flávio Schmidt
ESTÃO FAZENDO E FALANDO POR AÍ

Outro dia estava pensando se essa crise teria algum propósito maior que pudesse beneficiar todas as pessoas coletivamente e não apenas os interesses de alguns grupos financeiros e econômicos. Daí achei que estava indo longe demais e deixei pra lá. Pensei em outra coisa e fui trabalhar.

Mas de repente, navegando na internet, dei de encontro com uma matéria do começo da crise que dizia “mesmo antes da crise já era possível perceber uma mudança de poder, com a crescente influência de outras partes do mundo”. Essa afirmação feita pelo historiador Paul Kennedy, diretor de Estudos de Segurança Internacional, da Universidade Yale, me chamou a atenção. Ele discute no livro “Ascenção e Queda das Grandes Potencias” o declínio do domínio econômico dos Estados Unidos.

Bem, voltei a pensar na causa que essa crise tem guardada. O seu propósito é reforçar o movimento de uma grande mudança mundial que irá beneficiar as pessoas de todo o mundo.

A questão nesse caso, não é que o poder estará trocando de mãos, como aconteceu após o fim da guerra fria, em que os Estados Unidos assumiram uma posição única de domínio, bélico e econômico. Agora está havendo um reposicionamento da ordem mundial com o surgimento de forças que compartilharão o poder tornando-o mais equilibrado entre as principais nações do planeta.

Para Kennedy, essa crise está migrando do momento unipolar para um mundo multipolar, onde as nações estarão criando uma realidade concreta para interferir positivamente na perspectiva econômica e geopolítica do planeta.

O equilíbrio ocorrerá não somente porque acabará o domínio de um sobre os demais, mas porque as nações, para sobreviverem adequadamente, terão que agir de forma interconectada a fim de garantir o equilíbrio econômico e de consumo dos produtos no contexto do mundo globalizado.

Essa mudança será cada vez mais forte e significativa porque as nações estão descobrindo a real interdependência entre elas e que o jogo terá que ser favorável a todos simultaneamente para promover benefícios mútuos entre as nações. É certo que os Estados Unidos espernearão ainda por um tempo, mas terão que ceder a nova ordem econômica mundial, pois a China, a Coréia do Norte, Israel, Ásia, Índia, Rússia estão aí para não deixar as coisas ficarem como estão. Sem deixar de contar com o Japão, a Alemanha e a França.

O melhor de tudo isso, é que o Brasil é o líder entre os países latinoamericanos e pode ter papel preponderante nesse movimento como um destacado articulador e agente de cooperação econômica entre os principais países que compõem a nova ordem mundial. Quem diria, hein!

Já que tudo é Sustentabilidade, essa crise tem um perfil de responsabilidade social incomensurável. Ao provocar o equilíbrio das forças econômicas estará contribuindo para as pessoas de todas as nações terem acesso a recursos e benefícios mais justos do que aqueles previstos anteriormente apenas para as nações e empresas globais poderosas.

Essa não é a visão de sustentabilidade demonstrada pelas empresas globais? Então, agora terá que valer para todo mundo.

Enquanto alguns ficam imprimindo nas duas faces do mesmo papel e esperando o Carnaval chegar, vamos pensando como o mundo será depois que essa crise passar.

Afinal de contas, pensar grande não faz mal a ninguém.



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Relações Públicas e o Turismo, uma combinação necessária e perfeita.
Postado em: 19/12/2008 por Flávio Schmidt
ESTÃO FAZENDO E FALANDO POR AÍ

O final de ano marca o início das férias e as atenções se voltam para o lazer, as viagens, o entretenimento e o descanso, ou seja, o Turismo em sua essência. Já que o nosso tema é Relações Públicas, nada mais apropriado do que falar sobre nossa atividade associada ao Turismo.

Em minha opinião, Relações Públicas e Turismo fazem uma combinação essencial porque objetivam e alcançam os mesmos objetivos simultaneamente.

Só para esquentar, Relações Públicas pode harmonizar os interesses entre a técnica de criar serviços de turismo para ter vantagens financeiras e gerar riquezas e a técnica de promover as condições ideais para satisfazer as necessidades e desejos de lazer, entretenimento e descanso de turistas curiosos e sedentos.

Mas para falar sobre isso, nada melhor que um especialista nos dois assuntos.

Estou falando de Paulo de Tarso Marques, profissional de Relações Públicas que atua há 14 anos como Delegado de Turismo do Vale do Paraíba e já foi secretário de Turismo de Campos de Jordão.

Leia a entrevista e o artigo dele sobre sua trajetória e experiência profissional. Paulo de Tarso fala como migrou para a área de Turismo e como aplicou os princípios de Relações Públicas para ajudar a fortalecer essa atividade no Vale do Paraíba.

Boa leitura.


Para você pensar mais tarde:

Relações Públicas, mais que uma profissão, um amálgama de tantas outras atividades.

Você já pensou que Relações Púbicas pode ser mais que uma profissão, mais que a própria atividade em si? Estou me referindo sobre quando seus princípios são adotados e aplicados no exercício de outras profissões como a administração, a engenharia, a arquitetura, o direito e a medicina, entre outras.

Por exemplo, Relações Públicas pode definir as filosofias de uma administração empresarial e ajudar seus dirigentes a praticarem princípios éticos e morais com transparência na condução de seus negócios. Ela pode definir o propósito de um hospital e ajudá-lo a praticar esses benefícios em favor da população de uma comunidade ou, ainda, pode ajudar a engenharia a ter princípios de sustentabilidade e promover a prática deles num determinado empreendimento levando e transferindo esses benefícios a uma determinada população.

A partir do janeiro, vamos abordar esse tema avaliando quais profissões são beneficiadas pela concepção de Relações Públicas e como elas podem usufruir disso.

Se você quiser, indique uma profissão aqui no Blog do Flávio, que nós poderemos desenvolver o assunto.

Boas Férias e bom descanso.



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Resultados dos primeiros 30 dias
Postado em: 14/12/2008 por Flávio Schmidt
ESTÃO FAZENDO E FALANDO POR AÍ

O balanço geral do site, após 30 dias no ar, é bastante positivo. Podemos considerar que esse resultado inicial foi um sucesso.

Os dados obtidos durante esse período indicam que ocorreram 1.822 visitas, com acesso de 4.912 páginas visitadas, fazendo uma média 2,69 páginas por visita e uma média de 60 visitas diárias.

O número máximo de visitas diárias foi de 107 e o menor foi de 22 visitas. O tempo médio ficou em 2.65 minutos por visita.

Além das visitas originadas dentro do Brasil, que somaram 1782, também ocorreram visitas internacionais, sendo 14 visitas dos EUA, 09 de Portugal, 4 de Moçambique, 3 de Angola, 2 da Argentina e 1 visita da Alemanha, Austrália, Espanha, Israel, Japão, Noruega, Quênia e Suécia.

Apesar desses resultados, ainda há, certamente, muita coisa a fazer. Porém, como primeira avaliação, os dados apontam que o site está no caminho certo.

Nessa análise, ainda há outros aspectos que podem ser observados. Após o lançamento com as informações gerais de apresentação e temas que têm menor periodicidade, praticamente um único assunto foi explorado.

Falamos durante esse período sobre aspectos da crise econômica mundial, até chegarmos a uma série de idéias e sugestões de como a Comunicação Corporativa deve atuar nesse momento. Não tivemos ainda a oportunidade de tratar de tantos outros assuntos de relevância para a nossa área de Relações Públicas.

Gostaria que você enviasse sugestões do temas mais importantes que podem ser tratados aqui.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção - os blogueiros experientes podem me ajudar na análise – foi que recebi inúmeros emails, muito mais que os próprios comentários postados, de todo tipo com cumprimentos, felicitações, votos de sucesso e também muitos comentários sobre os assuntos e algumas sugestões de melhoria. Não sei avaliar exatamente esse aspecto, mas imaginava que teria mais comentários do que emails diretos.

Você que já tem experiência nessa área poderia me ajudar? O que você tem a dizer sobre isso? Na sua opinião, quais são os aspectos que precisam ser melhorados? Aguardo seus comentários, idéias, sugestões e críticas.

Mais do que tudo, quero deixar registrado aqui meus sinceros agradecimentos a todos os que visitaram o site PróImagem e o Blog do Flávio e aos que colocaram comentários ou mandaram mensagens. Agradeço por tantas mensagens de apoio e sugestões. Confesso que fiquei surpreso com a repercussão, uma vez que o site foi anunciado entre amigos e profissionais e o resultado foi, para mim, surpreendente.

Chegamos ao final do ano e os próximos dias serão mais calmos com abordagens mais suaves.

Como disse no lançamento, continuo a bordo, navegando......

Um abraço



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Nem sempre se está sozinho
Postado em: 02/12/2008 por Flávio Schmidt
ESTÃO FAZENDO E FALANDO POR AÍ

Enfim, alguns formadores de opinião começam a se posicionar, numa demonstração de confiança e segurança em relação ao processo de crise, supostamente nefasta para alguns, mas felizmente, apenas perceptiva para outros.

Você não está sozinho, você tem outros interlocutores que pensam como você. Então, porque não se posicionar corretamente agora para os dirigentes de sua empresa e para o próprio mercado. Faça sua parte e ajude seus pares a confiarem na sua posição. Ajude sua empresa a se posicinar corretamente diante de seus interlocutores internos e externos.

Veja, abaixo, a interessante colocação de Stephen Kanitz a respeito da crise e depois reflita. Pense uma vez mais sobre seu papel na consolidação da imagem corporativa da organização que trabalha. Você vai deixar a crise tomar conta de sua cabeça?

O que Fazer Nesta Crise? Toda crise tem sete fases!

Fase 1. Não há problema na economia, diz a autoridade econômica, é tudo boato.
Fase 2. Sim, temos um problema mas tudo está sob controle.
Fase 3. O problema é grave, mas medidas corretivas já foram tomadas.
Fase 4. O problema é muito grave, mas as medidas emergenciais surtirão efeito.
Fase 5. Pânico geral e salve-se quem puder.
Fase 6. Comissões de inquérito e caça aos culpados.
Fase 7. Identificação e prisão dos inocentes.

 Os Estados Unidos e a Europa estão na fase 5. Brasil, China e Índia estão na Fase 3. Precisamos nos proteger contra a possibilidade de chegarmos na Fase 5, quando basta um entrevistado na televisão afirmar "que esta crise é igual ou pior que a de 1929", como vários já falaram, ou escrever no jornal "as conseqüências da crise chegaram definitivamente no Brasil", como já foi publicado, e gerar pânico por aqui.

Não, a crise ainda não chegou no Brasil, ainda estamos na Fase 3 e mesmo se crescermos 0% este ano, o que ninguém prevê, toda empresa irá vender a mesma coisa no ano que vem. Sua promoção pode estar em risco mas não o seu emprego.

Ademais esta crise nada tem a ver, nem terá, com a severidade da crise de 1929, quando 25% dos trabalhadores perderam seus empregos e que durou até 1940 com 14%. Na pior das hipóteses, o desemprego nos Estados Unidos aumentará 3%, mesmo assim só por 24 meses. Se tivessem líderes administrativos socialmente responsáveis, eles já teriam ido a público garantir que manteriam o nível de emprego de suas empresas nos próximos 12 meses. Hoje custa mais para se treinar um novo funcionário do que para mantê-lo fazendo algo por 12 meses.

Depois que Alan Greenspan e Nouriel Roubini saíram dizendo que a crise era igual à de 1929, todos os americanos pararam de gastar, aumentando sua poupança e prevendo o pior.

Ninguém sabe quem serão os 25% de desempregados. Quando 100% dos consumidores param de gastar por um único mês, cria-se uma espiral recessiva imprevisível. Outra alternativa seria alertar os 3% que talvez sejam demitidos para economizar, para que os 97% possam manter normalmente suas compras evitando a espiral recessiva.Na crise de 1929, 4.000 bancos quebraram, e a mera referência a 1929 como fizeram Greenspan e Roubini, leva pessoas leigas a correr para os bancos, o que aconteceu agora na Europa.

A imprensa perdeu a capacidade de filtrar e processar informação premida pelo tempo exíguo para colocar tudo na internet. Publicam o que vier, especialmente se for notícia ruim.

Nenhum banco comercial irá quebrar, nenhum ainda quebrou nos EEUU, e mesmo se forem um ou dois, nada se compara com 4.000. Bancos sempre quebram mas ninguém percebe. Mesmo se quebrarem, o seu dinheiro, ao contrário de 1929, está no fundo DI e não no Banco. O Fundo DI está no SEU NOME e dos demais cotistas, e se um banco brasileiro quebrar, o que não vai acontecer, seu dinheiro está salvo. No máximo você terá de esperar uma semana para a troca de administrador do seu fundo. O dinheiro está aplicado em títulos do tesouro em SEU NOME, não do Banco.

Deixar o dinheiro onde está é o mais seguro. Se você resgatar o seu fundo DI, o dinheiro cai na sua conta, e se o banco quebrar justo neste dia, você vira um credor do banco. Nossos bancos estão recebendo depósitos dos apavorados estrangeiros. Muita gente em pânico está saldando suas cotas em fundos de ações e o seu gestor é OBRIGADO a vender uma ação mesmo com ela caindo 20% no dia, algo que você jamais faria.

Acionistas majoritários não estão em pânico, nem podem nem querem vender suas ações. Só os minoritários se sentem uns idiotas porque não venderam na "alta". Não temos bancos de investimento no Brasil. De fato, Roberto Campos implantou neste país este mesmo modelo americano que está ruindo, mas felizmente foi uma lei que "não pegou". Problema a menos. Só temos bancos comerciais, e estes são muito bem controlados pelo Banco Central. Além do mais, nossos bancos têm dono, e por isto estão pouco alavancados, 4 a 5 vezes, contra 20 a 25 vezes dos bancos de investimentos americanos.

O Brasil não está alavancado. Nossos créditos diretos ao consumidor não passam de 36% do PIB, e devem crescer para 40% no ano que vem. Os Estados Unidos estão alavancados em 160% do PIB e é esta desalavancagem súbita que está causando problemas.

Nosso Banco Central, adotou o que venho alertando há anos a países e famílias - a política de ter reservas para os dias de crise e hoje temos US$ 200 bilhões. Pela primeira vez o Brasil tem reservas para sustentar uma crise duradoura, sem ter que se endividar para cobrir furos de caixa. Temos um sistema financeiro dos mais modernos e rápidos do mundo implantado devido à inflação galopante dos anos 90. Nos Estados Unidos demora-se duas semanas para se descontar um cheque entre bancos, por isto o sistema travou. Nenhum banco confia em outro banco numa crise destas.

Esta é a hora para disseminar a nossa força, as nossas reservas, a competência de Henrique Meirelles, primeiro administrador financeiro (Coppead) a comandar o nosso Banco Central, e já se nota a diferença. Está na hora de mostrarmos ao mundo que como a China e Índia, nós vamos crescer via mercado interno, com produtos populares, tese que há anos venho defendendo.

Esta é a hora de mostrar o que DÁ CERTO no Brasil em vez de conseguir fama no rádio e na televisão mostrando o que poderia dar errado. Lembre-se que os verdadeiros culpados já estão se movimentando para culpar os inocentes, e assim saírem incólumes e mais poderosos.

Texto extraído da internet e de autoria de Stephen Kanitz
Consultor de empresas e conferencista, vem realizando seminário sem grandes empresas no Brasil e no exterior. Já realizou mais de 500 palestras nos últimos 10 anos. Mestre em Administração de Empresas pela Harvard University. Foi professor Titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo. Criador de Melhores e Maiores da Revista Exame, avaliou até 1995 as 1000 maiores empresas do país. Sua experiência como consultor lhe rendeu vários prêmios: Prêmio ABAMEC Analista Financeiro do Ano, Prêmio JABUTI 1995 - Câmara Brasileira do Livro e o Prêmio ANEFAC. É árbitro da BOVESPA na Câmara de Arbitragem do Novo Mercado.



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A Mídia e a Crise.
Ter olhos diferentes para ela é o melhor negócio.

Postado em: 30/11/2008 por Flávio Schmidt
ESTÃO FAZENDO E FALANDO POR AÍ

Nesses últimos dois meses tudo o que a mídia falou nos jornais, rádios,     televisão e internet apontou para a pior crise de todos os tempos. A mídia é enfática e está envolvendo todos numa situação de total preocupação, dando a entender que não tem mais jeito, que só resta se lamentar por perdas e sacrifícios.

Não tenho dúvidas de que existe um processo de crise provocado por irresponsabilidades de alguns agentes financeiros e autoridades mundiais, mas achar que não há forma de escapar e que o melhor jeito de conviver com ela é esperar que venha e se dissipe, já é demais para todos nós.

As análises da mídia estão voltadas para fortalecer o processo de crise. Só para ter uma idéia, no início de outubro, Willian Waack colocou em seu blog que “a catástrofe no sistema financeiro pegou também a chamada economia real – e espalha-se rapidamente dos Estados Unidos e Europa para a Ásia e para países emergentes, entre eles o Brasil. ( ) Crises do tamanho atual não conhecem fronteiras ideológicas e nem respeitam esse senso de “justiça histórica” (pura bobagem retórica).”

E isso afirmado categoricamente em outubro de 2008, quando a crise acenava com os primeiros indícios de que estava acontecendo.

Agora, Fernando Rodrigues, da FSP acrescenta “enquanto Lula manda seus ministros dizerem que o Brasil vai crescer 4% em 2009, no mundo real fica cada vez mais claro como está distante o fim da atual crise.”

Tudo bem, a questão não é fingir que a crise não existe, mas ter olhos apenas para um aspecto dela é lamentável. Não enxergar mais nada além da desgraça que poderá ocorrer (isso na visão fixada de alguns observadores) é mais do que pode admitir o bom senso.

Primeiro que não é verdade que a crise tomou conta de todo o mundo, Existem muitos depoimentos contrários a essa tese, mas que não são levados em consideração e nem apresentados à sociedade.

Eu mesmo tenho conversado com executivos e não é isso que tenho ouvido deles. A indústria de alimentos e bebidas, por exemplo, vai muito bem. Não vi nenhum executivo desses segmentos falar de crise, ao contrário, o principal depoimento conhecido de representante dessa área é que as pessoas não vão parar de comer ou de tomar café, nem mesmo de beberem refrigerantes. Uma executiva da área de pneumáticos disse nessa semana que os investimentos vindos de sua matriz estão mantidos, apenas recebeu orientação para não criar projetos novos no ano que vem.

E na Europa também é assim, uma fonte residente em Stuttgart, na Alemanha, representante da área de transporte internacional, me disse que o noticiário sobre a crise na Europa é muito forte, mas que as informações estão repletas de exemplos de corte e perdas ocorridos nos EUA e não na Europa.

Segundo ele, a direção da DHL Global Forwarding, onde trabalha, informou sobre a crise nos Estados Unidos, mas disse que não adotará nenhuma medida em relação a sua unidade na Alemanha.

O diretor do departamento de transporte marítimo, da DHL Global Forwarding, em Sttutgart, falou sobre a crise e afirmou que “ainda não sentimos nenhum efeito direto da crise. Além dos bancos, a indústria automotiva é a que mais sofreu com a crise, por isso pode ser que, para janeiro, a DHL sinta algum reflexo nesse setor de transporte. Porém, certamente não será nada preocupante, porque há muitos outros setores e clientes diretos que trabalham com a empresa. A diferença a ser sentida pela crise não será muito grande. Empresas como a DHL podem usar o momento para se firmar com esses clientes fazendo algo especial com eles e também conquistar novos clientes que estão em busca de melhores condições”.

Outras pessoas entrevistadas naquela região afirmaram que não houve nenhuma mudança concreta na vida dos alemães. “O que mudou é que a maioria teme o amanhã. Teme perder o emprego e por isso estão segurando o dinheiro, deixando para comprar tudo mais tarde. Os efeitos da crise são muito menores do que dizem ou acreditam, porém todos estão preocupados, mas não é para tanto”, disse um dos entrevistados.

A grande questão que nos parece é quanto ao olhar da crise. Enquanto alguns detentores da informação a olham fixamente com a visão crítica de que tudo está comprometido e provocam um estado alarmista prejudicial a toda a sociedade, outros depoimentos que não são noticiados dão conta de que estão sofrendo por causa da expectativa criada e não pela crise propriamente dita.

Por isso, insisto que a crise é manifesta por interesses que ainda não conhecemos, pois não é possível que o olhar das pessoas que conheço dentro das empresas seja tão obscuro que não estejam vendo a crise real através de suas lentes.

Espero que os profissionais de comunicação tenham um olhar diferente para a crise, por que esse é o melhor negócio para a comunicação corporativa das empresas.

 



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