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SE EU PUDER RESPONDER

Ao longo dos últimos anos, tenho recebido inúmeras perguntas de estudantes, profissionais de todas as áreas de comunicação e até mesmo de pessoas interessadas em conhecer melhor aspectos de Relações Públicas. As questões são muito diversificadas, mas carregam sempre uma concepção de aprofundamento dos temas de interesse.

Foi baseado nessa experiência, que considero de extrema riqueza profissional, que resolvi criar o canal “SE EU PUDER RESPONDER”. Ele tem como objetivo tratar de questões específicas de interesse exclusivo do usuário, seja para satisfazer curiosidade intelectual ou para esclarecer aspectos teóricos ou práticos de questões relacionadas às atividades de Relações Públicas. 

Se você quiser, pode mandar sua pergunta agora mesmo. Se eu puder responder, terei muita satisfação de fazê-lo.

Veja, a seguir, as mais recentes questões recebidas.


Olá! Primeiramente parabéns pelo site! Talvez não seja esse o e-mail apropriado para a minha pergunta, mas como não encontrei outro, gostaria de saber onde acontecem os cursos. Obrigada, Viviane Mendonça.

Os cursos PróImagem são abertos ao público, por adesão, realizados em locais pré-determinados (hotéis, espaços destinados a esse fim e em parceria com entidades) e também “in company” para treinamento de grupos de executivos e preparação de profissionais de comunicação, gerentes, lideranças e funcionários, a fim de atuarem de maneira apropriada ou adquirirem conhecimento e técnicas de áreas específicas da comunicação.

Estamos finalizando o planejamento de cursos para o próximo ano. Assim que a programação for terminada faremos a divulgação ao mercado e você será comunicada diretamente pela PróImagem.

Agradecemos pela atenção e ficamos à disposição para qualquer outro esclarecimento.

Perguntado em: 02/12/2008 por Viviane Mendonça Rodrigues

Prezado Flávio, No ano passado realizei um concurso público (no Rio de Janeiro, cidade que moro), mas infelizmente até agora não fui convocada. Fui a 21ª colocada no concurso para a Eletrobras e optei por concorrer as vagas "Comunicação Social - RP com experiência" pois tenho muitos anos de experiência na área de Marketing (Eventos e outras). Gostaria de fazer uma pergunta e creio que será um tanto quanto dificil de vc responder, mas de qq jeito vai lá. O que o Sindicato, Conselhos (Federal ou Estadual) podem fazer para forçar as empresas que fazem concursos públicos a chamar os profissionais que prestam concurso, são aprovados e ficam na lista de espera aguardando serem convocados ? Há algo que se possa fazer? Como lhe disse, me encontro nesta situação. Aguardo seu contato. Mais uma vez parabéns por sua iniciativa e desejo muito sucesso. Abraços Patricia

Quando uma empresa pública ou órgão oficial abre um programa de concurso, em geral, também determina prazo para a chamada dos aprovados ou, pelo menos, indica um tempo mínimo para isso acontecer. A primeira coisa a fazer é voltar a ler o edital de abertura do concurso para saber se há nele algum tipo de prazo determinado para a chamada dos aprovados. Se houver um prazo e este já tiver decorrido, então, você deverá agir com base nesse critério, cobrando diretamente a empresa.

Como se trata de uma questão interna administrativa, na minha opinião, nem o sindicato nem os conselhos podem fazer nada diretamente. Os conselhos são autarquias fiscalizadoras do exercício profissional e não teriam poder para ingerir nesse nível de situação administrativa. O sindicato - em nome da defesa dos profissionais de sua categoria - talvez pudesse se aproximar da empresa ou órgão para tomar conhecimento do processo e sua conclusão, mas não poderia exigir uma solução imediata. Nesse nível de consulta, a ação pode ser realizada por qualquer entidade interessada e nesse caso, até mesmo você pode fazer isso.

De qualquer modo, recomendo procurar o sindicato da categoria e discutir esse assunto diretamente com eles. Talvez tenham algum outro mecanismo que possa ajudá-la. Desejo a você boa sorte e agradeço pela atenção da mensagem. Fico à disposição para qualquer outro esclarecimento que for necessário. 
 

Perguntado em: 01/12/2008 por Patricia Mediano de Menezes Mourao

Fala-se muito em gerenciamentode crise, porém, não nos ensinam a planejá-lo. Gostaria de saber como são definidas as ameaças e como são construidos os planos de ação de contenção.

A disciplina de Administração de Crises é mesmo pouco elaborada nas grades das universidades. Existem muitos professores que se dedicam ao estudo mais aprofundado nessa matéria, entretanto, em geral, apresentam o conteúdo teórico e sua importância para as empresas. Conheço alguns professores que trabalham com “cases” conhecidos publicamente, mas a interpretação vai pouco além dos aspectos básicos de gerenciamento de crise.

Na prática, as coisas são muito diferentes. As empresas não estão preocupadas com a teoria da administração de crise, mas sim com os procedimentos que gerenciam uma crise quando ela se apresenta na realidade da empresa. Empresas e agências se prepararam para atuar no gerenciamento da crise e entendem que precisam atuar de forma eficiente quando elas aparecerem – e se confortam achando que isso é suficiente.

Fala-se muito no mercado de prevenção de crises, mas tanto empresas quanto agências, acreditam que o processo de prevenção é o de estar preparadas para enfrentar a crise de modo rápido quando ela chegar e controlá-la de maneira eficiente. Isso é importante, sem dúvida, mas, no mínimo, a nomenclatura dessa atividade está errada. Prevenir quer dizer “evitar” e o processo implantado por elas é o de “saber controlar”. Aí está o equívoco. Saber controlar não elimina o impacto na imagem da empresa, nem os prejuízos financeiros decorrentes dela.

O processo correto de “Prevenir” é o de “Evitar” a ocorrência da crise. Quer dizer, trabalhar no sentido de identificar e eliminar o indício de uma crise, no seu início, agindo de forma antecipada e correta para que ela não ocorra. Daí você não tem impacto nenhum na imagem da empresa e nenhum prejuízo financeiro. Mas isso é para poucas empresas e muito poucas agências. Vamos falar sobre isso depois.

Não daria para explicar aqui, nesse espaço tão pequeno, como são definidas as ameaças, nem mesmo como são construídos os planos de ação. Pretendo preparar textos mais elaborados sobre isso e colocá-los em artigos nesse portal e, logo mais, estaremos inaugurando o programa de cursos, no qual esse tema já está incluído. Aguarde por favor.
 

Perguntado em: 25/11/2008 por Denise Lana

Em eventos do setor público, quando é executado o hino nacional, é comum ver as autoridades voltando-se, em reverência, para a bandeira nacional, o que, para mim é um equívoco. Afinal, nenhum símbolo nacional se sobrepõe a outro e este comportamento só caberia em casos bem específicos, como por exemplo, em solenidade comemorativa do dia da bandeira. E aí, trata-se mesmo de um equívoco, ou não? Porque?

O Hino Nacional e a Bandeira Brasileira são dois símbolos nacionais equivalentes em importância. Um não sobrepõe o outro. Dependendo da cerimônia e da natureza do evento, esses dois símbolos podem ser utilizados sozinhos ou em conjunto.

Numa cerimônia oficial onde há os dois símbolos colocados e com autoridades presentes é normal que as autoridades voltem-se para a bandeira durante a execução do Hino Nacional. Além de voltarem-se para as bandeiras, quando o Hino executado é cantado, é também comum que essas mesmas autoridades cantem o Hino. Entretanto, isso não é obrigatório. O normal é as autoridades ficarem em pé, às vezes até perfiladas, em silêncio, em sinal de respeito.

Para você ter uma idéia desse procedimento mais rigoroso, durante o período em que fui presidente do Conferp, participei de solenidades fechadas em Brasília, em que, inclusive, a autoridade principal presente segurava a ponta da Bandeira Brasileira, elevando-a um pouco mais que as demais.

Não há nenhum equívoco nesse procedimento. Entretanto, a prática desse protocolo pode variar de acordo com os procedimentos adotados (mais rigorosos ou não) pelo cerimonial do órgão da maior autoridade presente.
 

Perguntado em: 22/11/2008 por Jane Pereira dos Santos

Como RP pode ganhar espaço mesmo com a redução de custos das empresas, provocada no momento de crise econômica? Apesar de ser um momento fundamental para RRPP, a área ainda é vista, infelizmente, em muitos segmentos como perfumaria. Como o profissional de RP deve se "vender" na crise para a Alta Administração?

Para responder essa pergunta, precisamos antes dividi-la em partes. Vamos separar inicialmente o Profissional da Atividade.

Como atividade, Relações Públicas não está tão ruim como você se refere e nem é mais considerada perfumaria. Hoje as empresas já reconhecem a atividade como fundamental e estratégia para elas. É muito difícil encontrar alguma empresa que não tenha um profissional trabalhando na área ou não tenha uma agência contratada. A importância da comunicação nas organizações já é um fato. E diante de uma crise mundial como essa, é natural que a área tenha mais trabalho. Alguns projetos serão interrompidos, outros trocados, mas haverá também mais atenção da comunicação para a situação de crise. Como as empresas deverão reagir dependerá da cultura e estilo de cada uma e, obviamente, do profissional que estiver à frente da comunicação, mas certamente, a área não será tratada como antigamente, quando simplesmente se cortava a verba do departamento e pronto.

Agora, a atenção ao Profissional de Relações Públicas como profissional da área é outra história. Embora o mercado já demonstre certo reconhecimento, isso ainda é incipiente. Na verdade, a busca por profissionais de comunicação, nas empresas, está direcionada para a necessidade e o resultado. Nem mesmo os jornalistas, que dominaram por um tempo essa área, continuam com a força de antes. As empresas segmentaram de tal modo a comunicação que o perfil do profissional da área não pode ser mais tão claramente definido.

A Aberje divulgou recentemente o resultado de uma pesquisa dando conta que os Profissionais de Relações Públicas estão ocupando mais espaço dentro das empresas e isso deverá ocorrer cada vez mais, tenho certeza. Entretanto, esse nível de crescimento dependerá também e principalmente da postura individual desse profissional. Se ele souber se posicionar e fizer valer seu diferencial, que é, sem sombra de dúvidas, melhor do que qualquer outro, então, esse reconhecimento será cada vez maior e melhor.

Para encerrar, o mercado está aí, aberto e cheio de oportunidades, em que a própria crise é uma delas. Só depende de você e de como irá se posicionar e fazer valer sua diferença exclusiva.

Perguntado em: 10/11/2008 por Vinicius Fiori

Você acha que a atividade de lobby será bem vista no Brasil algum dia? Quais seriam as medidas ideais para que o processo fosse bem visto?

O lobby é controverso e sempre será. Quem sabe do que ele realmente trata, separa o joio do trigo. Há muita gente séria nessa área, dentro de empresas e no mercado como consultores. Também existe um movimento para regulamentar o lobby por meio de legislação própria. O grupo favorável a esse movimento entende que isso seria uma forma de resolver os problemas da atividade. Trata-se de um passo importante, sem dúvida, pois organizará e criará mecanismos de atuação, até mesmo códigos de conduta ética. Entretanto, nem de longe irá conseguir efetivamente moralizar o processo, pois o que é imoral vai continuar imoral, especialmente porque o aspecto negativo do tráfego de influências é escuso e ocorre entre partes interessadas em vantagens próprias e em locais e ambientes distantes daqueles que os personagens dessa história trabalham.

A questão não é tornar o lobby bem visto, pois a solução não está na mudança da ponta do iceberg. O negócio seria moralizar a classe política e os agentes de negócios, mas como isso me parece quase impossível, não sei se terá solução como categoria. O melhor aqui seria aplicar as premissas de sustentabilidade, em que o mais importante é cada um fazer sua parte. Desenvolver um trabalho sério e responsável, não permitindo nenhum tipo de suborno, seja ele financeiro ou moral. Os Profissionais de Relações Públicas estão preparados para esse tipo de ação e podem trazer muitos e importantes  benefícios para essa categoria.

Perguntado em: 04/11/2008 por Ana Luisa Chechetti

Quando o site universoRP será inaugurado?

O universoRP.net é um espaço de reflexão dentro do portal PróImagem e tem como objetivo tratar temas relacionados a Relações Públicas com profundidade e abrangência. A previsão é de lançar o portal na última semana de outubro. A partir de agora você está incluído em nosso cadastro e receberá todas as informações detalhadas a respeito do lançamento e de novidades do portal. Obrigado pela mensagem e continue conectado com o universoRP.net. 

Perguntado em: 04/11/2008 por Felipe Campos

Qual área de RP mais crescerá nos próximos tempos? Relações Governamentais, Comunicação Interna...?

Estamos assistindo a uma crescente utilização das atividades de Relações Públicas pelas empresas no mercado. Praticamente todas as áreas que envolvem suas técnicas estão se desenvolvendo. Trata-se de uma expansão natural e inevitável, graças às forças do mercado que cobram das empresas comportamentos e posturas para se manterem vivas nos seus negócios. Diria que existem três núcleos de crescimento das atividades de Relações Públicas nas empresas, todos para atender demandas de setores diferentes de mercado. O núcleo de imagem para negócios, com ações que mostram as fortalezas das empresas para vender e crescer. Aqui se incluem a comunicação interna e todas as demais atividades de relacionamento com públicos de interesse (institucional) de negócios. O núcleo de eco-sistema organizacional, que são as ações politicamente corretas, que começou com a responsabilidade social e agora alcança a sustentabilidade e o núcleo de administração de conflitos, onde se inclui as demandas de relações governamentais e administração de crises, ambas a partir de todo tipo de necessidade.

Nesse momento, há crescente procura por comunicação interna porque as empresas sabem que precisam harmonizar o ambiente interno para serem eficientes e produtivas e pelas ações de sustentabilidade que visam uma grande conscientização coletiva (nessa área vale tudo, desde que demonstre que a empresa tem uma boa alma e que quer o melhor para todos) para garantir o futuro de seus próprios negócios.

Vamos ficar atentos para ver qual será a próxima onda. 

Perguntado em: 04/11/2008 por Ana Luisa Chechetti

Quais as conseqüências práticas para a profissão de Relações Públicas com a democratização da Internet e a consolidação das ferramentas da Comunicação Digital?

Para responder essa pergunta precisamos definir qual é a diferença entre meio e instrumento. A internet e as ferramentas de comunicação digital são meios de comunicação de extensa abrangência. Eles estão disponíveis para utilização por qualquer pessoa e, hoje, o aproveitamento deles é inquestionável. A questão é saber exatamente qual é sua eficiência. Se você disser que eles são eficientes porque carregam informação e alcançam milhões de pessoas ao mesmo tempo, tudo bem, você está correto. Mas se você avaliar essa eficiência sob o ponto de vista de Relações Públicas, muitos, na maioria das vezes, deixam a desejar.

Levar apenas informação não é suficiente.Tem que carregar informação com um propósito definido e alcançá-lo. E o propósito de Relações Públicas é levar informação orientada para melhorar opinião individual de pessoas e fornecer elementos para a construção de imagem positiva em torno de algo ou de alguma coisa. Portanto, a Internet e as ferramentas de comunicação digital podem ser poderosos aliados como instrumentos de Relações Públicas, mas dependerá de quem está trabalhando com eles. Caso contrário, serão apenas meros meios de informação.

Perguntado em: 04/11/2008 por Roberto Constante


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